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Centeio

     História – Este cereal é cultivado nas zonas pobres de Trás-os-Montes, Beiras e no Alentejo. Dá um pão com muito valor nutritivo. Atendendo a esta qualidade, o Minho também optou por esta cultura. E a freguesia de Roriz não ficou atrás.

    Cegada – A associação reservou um campo onde foi semeado o centeio. Quando estava já maduro, fez-se um cortejo. Os segadores empunhavam as suas foicinhas e entoavam cânticos alegres e divertidos, como é apanágio nas gentes desta aldeia.

    E começou a cegada. Era um dia de Verão! O Sol era abrasador, “queimava” e fazia suar os ceifeiros! Com um lenço ou a manga da camisa, os homens, limpavam o seu suor. As mulheres faziam-no com a ponta do seu avental.

    Para refrescar as gargantas ressequidas, o garrafão do tinto andava de mão em mão. Os sequiosos encostavam os lábios e matavam a sede que os devorava. O rebordo frio do vidro dava a sensação que beijavam o calor de um beijo humano!

 

 

 

    Malhada – Cegado o centeio, foi atado em molhos e trazido para a casa de um lavrador. Homens e mulheres, armados de um pau, forte e rijo, batiam nas espigas para separar o grão. Sempre acompanhados pelas canções populares. As gargantas eram dessedentadas com o verde tinto da região. No fim da malhada, uma peça de teatro encantou os presentes que aplaudiram essa agradável representação!

    O grão foi recolhido no celeiro. E a palha? Não foi para o fogo, conforme alusão bíblica! Parafraseando o grande químico francês Lavoisier, nada se perde e tudo se aproveita. A palha tinha várias aplicações. Era usada nos colchões de famílias pobres. Servia de tocha para alumiar de noite. Aplicada também para chamuscar o pêlo dos porcos, após a sua matança.

 

 

 

    Epílogo

    Após o “século das luzes”, chegámos às grandes tecnologias informáticas. Mas as tradições devem ser mantidas, e a história não pode ser levianamente esquecida!

    Todas estas actividades da ACRR foram gravadas em vídeo e fazem parte dos arquivos desta Associação. Elas podes ser visualizadas a qualquer momento, porque

“recordar é viver “.

 

Prof. Lima