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Cegada do milho


Limpeza do largo da veiga


Linho



 
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Tradições

  

    Preâmbulo:

    A freguesia de Roriz era essencialmente agrícola. As actividades do campo eram feitas com muita alegria, amenizando a dureza dos trabalhos! Foram escritas brilhantes páginas na história da cultura popular. Os tempos são outros, mas a história é a mestra da vida! É grande um povo, quando se pode orgulhar do seu passado e das suas belas tradições! A Associação tem a sua componente cultural, e recorda as actividades culturais desta freguesia.

    Cegada e Desfolhada

    História – Quando o milho estava mauro, era cegado e transportado, em carros de bois, para a casa do lavrador. Juntava os seus amigos para uma desfolhada, que era feita à noite. A caneca do vinho era uma constante para animar os desfolhadores. Uma grande alegria quando alguém encontrava uma espiga de milho-rei (vermelho). O felizardo tinha que dar um beijo a todos. E os namoros aproveitavam a ocasião!

    No fim dos trabalhos, era a vez do ceínho, (um lanche nocturno): sardinha assada, com boroa de milho ou bolo cozido de fresco. E tudo era regado com o verde tinto, forte e rascante. E a festa terminava com um baile popular, que durava até às tantas.

    Actividade – A Associação Cultural preparou um campo de milho, reservado à desfolhada. Chega o dia da ceifa e um grupo de mulheres, de foice na mão, cegam o milho. Homens e rapazes, muito fortes e animados, acarretam os molhos para um tractor. Por ser muito longe, o milho foi transportado nesse veículo.

    Já perto do local (o Campo de Futebol da Freguesia), todo o milho foi passado para um carro de madeira. Puxado por dois valentes bois e enfeitados para a festa! Descarregou-se o milho e deu início a desfolhada, muito concorrida por mirones que desejavam recordar as velhas tradições agrícolas da nossa terra.  

 

 

 

 

 

 

    Malhada

    História – Desfolhado o milho, as espigas eram espalhadas na eira para secar sob a acção benéfica do Sol, que nos aquece e alumia.

    Secas as espigas e juntas num montão, eram “flageladas” com malhos de madeira, que batia forte, para separar os grãos. Recolhido em cestos, era guardado nas tulhas. Geralmente eram caixas de madeira.

    Actividade – A Associação recordou esta velha tradição. Um lavrador reservou um “carro de milho” para a malhada. As espigas foram trazidas para o referido local.

    Em volta do montão, homens fortes e exímios na arte de malhar, mostraram as presentes essa velha tradição. Com vassouras de cabo comprido, as mulheres juntavam o milho. De vez em quando, elas paravam a faina, e juntavam-se a cantar e a dançar, com as vassouras ao alto.

    A caneca do verde tinto, essa imprescindível companheira, atacava os valentes malhadores, para eles não perderem a força e a alegria.



Prof. Lima